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25 de Setembro de 2013 20h43

Problema em poço artesiano na Penitenciária de Formiga oferece risco de rebelião

A manutenção dos poços artesianos na unidade prisional é de responsabilidade da Copasa. Saae e Bombeiros têm dado suporte para conter a falta de água. Atualmente, o presídio tem 600 presos e a capacidade é para 399.

Segurança Pública

Na manhã da última terça-feira (24), um problema interrompeu o funcionamento de um dos poços artesianos da Penitenciária Regional de Formiga, que é de responsabilidade da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), com sede em Divinópolis. Com isso, o abastecimento de água nos pavilhões onde ficam os presos e o preparo dos alimentos no presídio ficaram prejudicados.

A diretora administrativa da unidade prisional, Daniela Santos de Souza, disse que o fato gerou um mal estar e nervosismo entre os detentos, causando riscos de motim ou de rebelião. Isso porque os ânimos dos presos ficaram exaltados quando abriram a torneira e viram que não tinha água para a higiene pessoal. Em outras ocasiões, os presos já se rebelaram por causa da falta de água, chegando, inclusive, a colocar fogo em colchões.

Segundo a diretora, a Penitenciária conta com três poços artesianos e o problema ocorreu justamente no que mais abastece o reservatório. A direção do presídio não sabe o motivo da interrupção no funcionamento e a unidade chegou a ficar completamente sem água.

Para amenizar a situação, a diretora do presídio entrou em contato com a direção do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) e com o Corpo de Bombeiros solicitando caminhões pipa para abastecer a Penitenciária. Ambas as entidades atenderam ao pedido e a água que os caminhões levaram foi o suficiente para terminar o almoço e abastecer os pavilhões, o que diminuiu o nervosismo dos presidiários.

Ainda segundo a diretora, logo que foi detectado o problema, a Copasa foi avisada, mas a resposta foi de que a Companhia só poderia enviar uma equipe a Formiga nesta quarta-feira (25).

Problema antigo

Essa não é a primeira vez que a Penitenciária fica sem água. O problema é antigo e ocorre porque a captação de água é insuficiente para atender a demanda.

A solução, de acordo com Daniela Santos de Souza, seria furar pelo menos outros dois poços artesianos. O projeto já foi enviado para a Secretaria de Estado de Defesa Social, mas a unidade prisional de Formiga ainda não obteve um retorno. A diretora explicou que sempre que o reservatório fica cheio enviam água para as caixas, mas, em 20 minutos que a água fica ligada para os pavilhões, ela acaba. Assim, é feito um rodízio, pois não tem como a água ficar ligada o dia todo para abastecer o presídio.

Mesmo com o abastecimento de responsabilidade da Copasa, o Saae envia água no caminhão-pipa uma ou duas vezes ao dia para a Penitenciária Regional de Formiga. Entretanto, seriam necessários de quatro a cinco caminhões para complementar a capacidade de água, o que não é possível, já que a autarquia tem apenas um caminhão para atender toda a cidade e a falta de água está em todo canto, como foi relatado em outra reportagem por este portal.

O gerente responsável na Copasa em Divinópolis para falar sobre o assunto está de licença por motivos particulares, por isso, a Companhia não se pronunciou sobre o caso.




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